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11 de mar. de 2013

A certeza que são capazes!





Hoje, segunda-feira, dia 11 de Março 2013, ao consultar os meus arquivos, encontrei um e-mail que me enviou uma amiga docente que prezo muito, em Setembro de 2009. Apesar de ter já este tempo, irão verificar que de facto existem mensagens ou discursos que são intemporais, quer pela sua pertinência, quer pela regressão de certas temáticas vividas na nossa sociedade.




Como provavelmente sabem o Presidente Barak Obama fez o discurso anual de início de mais um ano escolar (Setembro 2009). Não é um discurso de facilitismos. É um discurso em que se explica aos alunos, de todos os graus de ensino, que eles têm uma obrigação para com o seu País e para consigo próprios. Vale a pena ler com muita atenção...

"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes"
.

9 de dez. de 2012

É preciso dizer «amo-te»



Pleno Domingo de Dezembro, em que já algum tempo ando a contrariar a rotina comum...ficar a desfrutar a preguiça domingueira, salvo se tiver uma daquelas propostas e companhia irrecusáveis...aí rendo-me definitivamente...caso contrário, só me arrancam de casa ao domingo com uma grua, guindaste, ou algo do género...resumindo e descomplicando, tem mesmo de valer a pena, no compto geral a dita proposta...
Após leitura de e-mails, algumas respostas enviadas, algumas publicações no blogue, pesquisas sobre tudo e sobre nada...paragens com situações que esbarrei na net por acidente puro...e parei porque quase não acreditava que "continuamos" a dar importância ao que não têm qualquer tipo de importância...talvez por isso, a minha Professora de Geografia Mª José Cancela (mãe do jornalista António Cancela), senhora de ar imponente, muita atitude e presença, detentora de uma educação fora de série, como aluna dela durante 1 ou 2 anos, nutria por ela grande respeito e admiração, acima de tudo, pelo conjunto das suas faculdades intelectuais.
 Em plena aula, devíamos estar no ano 1996, sem que nada o fizesse esperar, ela proferiu a seguinte frase devidamente contextualizada com o assunto que debatíamos naquele momento: "Por isso estamos no cú do mundo", para exprimir que por uma falta de consciência em geral, sentida já na altura, aquela senhora toda ela tão singela e culta, rendeu-se a esta frase, pois não iria conseguir com falinhas mansas, ou com palavras amenas, transmitir o real sentido do que queria dizer ao referir-se ao povinho português e a sua mentalidadezinha retardada e imatura! O típico tuga, o sabe tudo e não sabe nada, o corajoso, que quando chega a hora da verdade é o primeiro a pôr-se de parte e a não saber-se defender e lutar pelos seus direitos...e neste caso específico, hoje ao ver ainda tanta falta de selecção no que se faz, nas publicações por todo o lado aqui no mundo virtual, de imediato essa frase intemporal utilizada em 1996, foi a que encontrei como mais indicada, para definir a situação que vivemos hoje...tudo isto me assaltou o pensamento, depois que vi um vídeo ridículo publicado no youtube por Rui Pêgo, filho da Apresentadora Júlia Pinheiro...só vos digo, ponham a mão na consciência...nós todos temos culpa, pois cada vez menos se aposta na qualidade...coisas diferentes sim, ridiculas não, por favor!
O que salvou mesmo, a minha tarde "domingueira", foi o artigo de Mário Cordeiro ( um dos mais prestigiados pediatras nacionais) entitulado, É preciso dizer "amo-te" (publicada na revista Notícias Magazine / 09 Dez 2012), um texto maduro, sério, carregado de sabedoria, experiência e muita humildade, mostra que a educação é cada vez mais uma das preocupações diárias não só dos pediatras, pais, etc...mas de toda a comunidade !Atrevo-me a dizer que, esta característica, é mesmo o que falta a muita gente hoje, desde cedo saber o que significa a humildade e usá-la...em vez das sobredosagens do ridículo com uma falsa "cor"...como eu costumava utilizar frequentemente em situações como esta de ridículo, pessoas que são fraudes delas próprias, pelo ridículo em que se apresentam!
Considero a frase, que se segue, bastante interessante "Porque gostava que os pais sentissem menos peso sobre os ombros e tivessem mais espaço para usufruir a sua parentalidade com satisfação, com certeza de que tudo farão para criar pessoas estruturadas, honestas e respeitosas. E isto não é uma quimera, é possível, avisa." 
Pais, Avós, Educadores, todas pessoas que fazem parte do processo educativo, têm de tomar consciência urgentemente, para uma série de coisas a serem incutidas e trabalhadas, que não esperam...ou se actua ou não se apanha mais a carruagem...há acções na educação, que têm de ser realizadas no momento certo, para evitar as repercussões da ausência da acção!
Para terminar, tenho de mencionar, uma outra frase que gostei bastante e que se aplica não só ao contexto educativo, mas à sociedade de hoje que cada vez menos, cultiva valores e princípios "Usem o bom senso e, sobretudo, sejam justos, firmes, coerentes e conscientes dentro daquilo que um ser humano pode ser. Não queiram ser pais perfeitos (deve ser enjoativo), mas pais que se orgulham de ser bons exemplos. E nunca se esqueçam de que os vossos filhos vos amam, e vice-versa, mas é preciso dizê-lo sem rodeios. Não é apenas «gosto de ti» - gosta-se das coisas - nem «adoro-te» adoram-se os deuses, É «amo-te». Eu não diria melhor!


31 de out. de 2012

Um dia em cheio!

Lourosa, 31 de Outubro de 2012
19:37
Tempo sereno!

Querida Crise,

Amiga, hoje tive um daqueles dias mesmo como eu gosto, não parei! 
Comecei o dia a ver as novidades do e-mail a "correr", porque tinha de ir treinar...fui fazer aula de TRX, estou a gostar deste tipo de treino...as aulas são puxadinhas, mas é assim mesmo, que eu gosto...ou é ou não é...porque para mim, a treinar não existe meio termo! Gosto de treinos a sério, senão, nem vale a pena ir treinar...fico a dormir e gasto mais calorias, lol!
Esta nova modalidade, vale muito a pena...primeiro o Professor Sérgio, é do melhor...e as aulas são ao mesmo nível!
Na parte dos saltos, às vezes fico com tonturas...e hoje estava mesmo a ver, que ia cair para o lado...mas ainda não foi desta! O Professor, quando me viu a levantar da indisposição, disse que eu tenho raça, lol...fiquei a pensar, não percebi...na verdade, acho que sou um cruzamento de raças!
O importante, é que correu tudo bem, ainda não foi desta que caí para o lado...e consegui antes da aula correr uns 10 minutinhos a subir, o que não foi fácil...o importante é ser persistente e não desistir...ainda vou conseguir correr 1horinha, um dia...não sei é quando, lol!
Depois do treino, fiz sauna e turco, mesmo como gosto...para ficar completamente zen...tão zen que ficava a dormir por lá toda a tarde...mas o estômago já reclamava o almoço, depois de um banho demorado, lá me preparei para ir embora...sim, como sempre, fomos as ultimas a sair do balneário, somos mulheres e basta :-)...tudo à grande, o balneário só para nós!
Quando entrei no carro, foi pé no acelerador até casa...já não era cedo e a Ju hoje tinha explicação de Matemática e eu tinha de fazer o meu dever de tia (faço-o com muito gosto!), ir buscá-la...fui interrompida a meio do almoço pelo telemóvel, a Ju já estava à minha espera...fui buscá-la sem demora, para ser mais prático, fiz uma sande com metade do bife...
Linda como sempre a minha Ju, sentada no muro da escola à espera...quando entrou no carro terminei de comer o pão e assim já consegui falar com ela...é sempre assim, quando estamos juntas, duas tagarelas, a contarem todas as novidades, sobre tudo e sobre nada...mas o que mais gosto é que a Ju é incrivelmente parecida comigo, nos gostos...e estamos quase sempre em sintonia, no que nos apetece comer, no que nos apetece fazer, o que gostamos de vestir, o que gostamos de ouvir (musicas) e rir muito, tudo é motivo para uma boa gargalhada!...é engraçado ver como a Ju cresceu e tem mudado neste ultimo ano...está uma verdadeira mulherzinha, até já cozinha e tudo :-) ...sou uma tia babada e muito orgulhosa das princesas que tenho...para além de bonitas exteriormente, têm uma beleza interior incrível...tentei logo perceber se tinha muito para estudar ou se podia ir comigo de tarde à Unidade de Saúde, fazer o Rastreio do cancro do colo do utero e depois ir a Gaia, mais precisamente a Vila d' Este buscar o meu rádio que ficou na Associação...
Claro que, quando eu falei de ir a Gaia, a Ju aprovou de imediato...no Verão fomos todos fazer a colónia de férias para Cabeceiras de Basto, ela teve oportunidade de conhecer os adolescentes do CEP e ficaram reciprocamente apaixonados :-)...foi muito giro! Aquelas crianças são únicas...impossível não nos apaixonarmos por elas...
Receava não ter tempo de ir com ela hoje a Gaia...pois já lhe tinha prometido em Setembro, mas depois já não me recordo porquê, não conseguimos ir... hoje fomos e foi muito bom rever toda a gente...ao mesmo tempo eu estava com borboletas na barriga e a lágrima no canto do olho...porque cada criança traz recordações, cada cantinho da Associação, relembra-me tudo o que passei com eles...momentos muito bons, na minha estação do ano preferida, o Verão!
O ano só devia ter Verão, muito sol e calor...era tudo muito mais bonito!





30 de out. de 2012

Dia do Livro



Apesar de ter sido ontem, não poderia deixar passar em branco, uma data tão importante para mim, o Dia do Livro...os livros, são sem duvida uma parte de mim e da minha vida, da pessoa que sou, do que sei e do que pretendo ainda concretizar...contei sempre com a ajuda deles em horas de aprendizagem, ao exercer a minha profissão, horas de aflição, pelos melhores ou piores motivos...onde encontrava numa página, em várias, ou apenas numa frase o meu céu, o meu porto de abrigo, a voz que faltava ouvir e acalentar o meu coração...e atenuava a minha dor, simplesmente preenchia um vazio existente ou companhia de tantos momentos...
A sede do conhecimento, sempre me levou a devorar todos os livros, que me cativassem num ou noutro assunto...como tudo na vida...só nos deixamos seduzir, depois de sermos cativados...e eu não sou diferente...depois de num ou noutro aspecto sentir que o livro era interessante, despertou a minha atenção e ao aferir que com ele iria aprender...regra geral, devoro-o, saciando assim, a minha sede e fome de conhecimento! 
Se pensarmos, os livros estão presentes em quase tudo o que fazemos no quotidiano...por exemplo, compramos um novo pc, um telemovel, um automóvel, um móvel, etc, seja o que for vem acompanhado de um livro = manual, do mais simples ao mais complicado tudo tem um livro como auxílio...que se nos dedicarmos à leitura iremos com certeza aprender algo mais, nem que seja uma simples dica ou tirar uma dúvida.
Daí a importância extrema dos livros e dos seus conteúdos, ajudam-nos a entender melhor o mundo em geral, o seu funcionamento, levando-nos até à cultura!
Pretendo que os livros, continuem a ser, uma das minhas companhias de eleição e fontes de sabedoria! Nunca esquecendo a frase, que se transformou num dos meus lemas de vida:

 "Prefiro ser aprendiz de tudo, do que mestre de pouco."










Expotrakinas Feira de Animação!


29 de out. de 2012

O Mundo da Criança ♥



O "Mundo da Criança", foi um dos primeiros projectos a pôr em prática mal fiquei desempregada...uma vez que, estar sem trabalho implica ter algum tempo livre e muita insegurança financeira...pensei de imediato ocupá-lo de preferência a fazer o que mais gosto...na impossibilidade de trabalhar directamente com crianças, porque não pôr em prática o que sei fazer melhor para elas?!...pondo em prática a minha imaginação sem limites e tudo o que aprendi tendo sempre os petizes, como fonte de inspiração máxima...
Esse projecto, acabou por ficar em "stand by" quando comecei a trabalhar no Projecto Ocupacional em Vila d'Este de Maio até Agosto...depois seguiu-se a mudança para casa dos meus pais...Agora que já tenho mais algum tempo e a minha vida mais organizada...tenho todas as condições reunidas, para arrancar em força, com o "Mundo da Criança"...fica aqui o novo compromisso...em paralelo com a escrita, pois pretendo dentro do possível, fazer honrar as minhas promessas!
A imagem que se segue, com frases de Walt Disney, pôs-me a pensar seriamente, há uns meses atrás, foi então que tomei a decisão de começar a concretizar / pôr em prática, um sem numero de sonhos adormecidos...




Quadros para crianças

Quadros originais e personalizados! A imaginação é o limite!

Visitem a página, conheçam o meu trabalho e acompanhem 
(encomendem através de miceucosta@hotmail.com), 
em breve serão lá publicadas novidades:



"Se você consegue sonhar algo, consegue realizá-lo!"
Walt Disney

28 de out. de 2012

Conselhos aos pais!

PAI/MÃE AJUDA-ME A CRESCER...
  •  Leva-me ao jardim ou ao campo, à praia. Deixa-me apanhar conchas, folhas, pedrinhas e outros materiais para depois brincar com eles.
  •  Deixa-me descobrir os animais.
  •  Leva-me quando vais às compras.
  •  Ensina-me a ver museus.
  •  Vai comigo à feira.
  •  Leva-me ao cinema e ao teatro.
  •  Escuta-me quando falo do que vivi e dialoga também comigo.
  •  Colabora quando peço para levar coisas pequeninas, para que eu  e os meus amigos possamos transformar em algo de bonito.
  •  Aceita o meu convite quando peço para me acompanhares à minha sala e participa no mundo que eu e os meus colegas criamos.
  •  Vê o que eu e os meus amigos fazemos.
Desenvolvimento Socio-afectivo

  •  Deixa-me brincar com outras crianças. 

  •   Ajuda-me a aprender a repartir.
  •   Ensina-me a aceitar os outros.
  •  Não me facilites tudo...
  •   Dá-me oportunidade de aprender. 

Desenvolvimento da Linguagem   
  •  Dialoga comigo, usando palavras que eu possa entender.
  •   Conta-me ou lê histórias, poemas, lengas-lengas.
  •   Canta comigo, deixa-me aprender.
  •   Interessa-te pelo que faço.
  •   Oferece-me livros, ajuda-me a compreendê-los.
  •   Deixa que eu exprima os meus sentimentos.
  •   Mesmo que eu ainda não fale, conversa comigo.
  •   Se pronuncio mal, não me imites, fala comigo correctamente.


  • Desenvolvimento Sensorio-motor

         Ajuda-me a utilizar activamente os materiais de desperdício (caixas, tampas, rolos de cartão, etc.).
  •   Deixa-me ajudar-te quando cozinhas.
  •   Fala-me das minhas roupas.
  •   Ouve música comigo.
  •   Deixa-me cantar.
  •  Permite que transporte objectos de um lado para o outro.
  •   Deixa-me brincar com terra, água ou areia.
  •   Ensina-me a ter cuidado com os objectos perigosos, não me proíbas só, de os utilizar.
  •   Deixa-me utilizar os objectos desde que os riscos que corro não sejam grandes.
  •   Ao arrumar os meus jogos, pede-me para os separar, agrupando-os segundo as suas características.

  • Desenvolvimento Psicomotor

    •  Leva-me para locais com espaço onde eu possa conquistá-lo, brincando e correndo  livremente.
  •   Deixa-me começar a vestir-me e calçar-me sozinho.
  •   Leva-me a praticar natação.
  •   Permite que me alimente sem ajuda e dá-me alimentos que eu tenha de mastigar.
  •   Corrige a minha postura.
  •  Deixa-me subir e descer escadas.

  •  
    Desenvolvimento da Expressão Plástica 
    •    Oferece-me material para pintar, desenhar, modelar, colar...
    •   Quando fizeres rissóis, dá-me um pouco de massa para eu modelar.
    •   Deixa-me trazer para casa o que eu apanho da natureza no exterior para que eu as possa utilizar nos meus trabalhos.
    •   Permite que utilize as coisas que não prestam a fim de as transformar, dando largas   ao meu poder criativo.
    • Não desvalorizes o que faço. Procura dialogar comigo, mostrando que aprecias, mesmo que não entendas. 
    •   Incentiva-me a ser cuidadosa no que faço e a fazer sempre melhor.
     
      Expressão Musical
    •  Façamos cantar, ouvir, mexer... as crianças e deixá-las ser pássaros, insectos, os rios, as árvores, as aves...
  • Com o contributo da música ainda se vai a tempo de lutar contra os presságios funestos das estatísticas pois ela é Vida, Arte, Criatividade, Momento...

  • Em suma a musica é um elemento valioso no desenvolvimento global da criança e de todas as suas potencialidades. 


  • Artigo escrito, para o Jornal de parede da Maternal I (sala de Creche 1/ 2 anos Jardim de Infância Jean Piaget Lourosa) pela estagiária Educadora Mª Céu, 2004.
      

    5 de out. de 2012

    Sou citadina...detesto faltas de educação e pessoas indiscretas!

                                                                                               Lourosa, 5 de Outubro de 2012
                                                                                               19:03
                                                                                               Ultimo Feriado 5 de Outubro 
                                                                                                 em Portugal Continental

    Querida Crise,

    Pois bem, já está a ficar de noite e a escurecer...esta é a parte triste do Outono / Inverno...os dias ficam mais pequeninos...parece que passam muito rápido, vemos menos a luz do dia...estas alterações  / mudanças de estação deixam-me por norma com uma enorme nostalgia, sempre com a sensação que me falta alguma coisa para completar os meus dias...hoje não faltou o sol, que tanto gosto! Menos mal, mas naqueles dias de chuva, cinzentos, com frio...é mesmo doloroso o passar o dia assim, é deprimente...é como se travássemos todos os dias, uma enorme luta entre nós e o tempo, e o tempo e nós...nunca sabemos muito bem se o defeito está em nós ou se está no efeito que o tempo exerce em nós...definitivamente, não nasci para viver no Outono e no Inverno...acho que nasci para viver num país como Brasil ou Angola, não só pelo sol, mas pelos hábitos que têm de praticar desporto de forma regular, etc...falando disso, não tenho sido nada assídua no exercício físico...já não vou ao ginásio há uma semana...ainda não escolhi para que ginásio vou...aqui por estas terrinhas não gosto de nenhum, principalmente pelo ambiente...as pessoas são tão diferentes aqui do que estou habituada...é que não me consigo mesmo identificar em nada...sou uma citadina, dê por onde der...já nasceu comigo isso...adoro a confusão da cidade...mas essa confusão a pé, não a conduzir no meio do trânsito caótico típico das grandes cidades...isso não, please!!
    Mas sem duvida que é do melhor, a discrição das pessoas que vivem na cidade, cada uma vive a sua vida única e exclusivamente...não lhes sobra tempo sequer para andar a cuscar a vida dos outros...e mesmo que sobrasse, não têm mesmo por hábito e por educação fazê-lo...é impensável, no meio de uma grande cidade, alguém nos fazer uma pergunta indiscreta sobre a nossa vida...numa mesmo de coscuvilhice...é que nem pensar! Aquelas perguntas que surgem do nada, vinda de pessoas na sua maioria que nos são completamente desconhecidas, tipo: "Já casaste?" "Deixaste de pensar em casar?" "Estás mais magra" "Estás mais gorda" "Estás a trabalhar?" "E Quanto recebes?" "Estás desempregada?" "Dá-se bem com o seu marido?" "Ainda namoras para o mesmo?" " É seu pai?" (a referir-se ao marido) "A senhora sai sempre com o seu marido?" "Tem uma boa casa, deve ganhar muito dinheiro!?" "Já não a via há muito, pensei que tinha morrido!" "Quantos anos tem?" "Está grávida?" (para uma pessoa que está mais gorda) " "És de cá?"...verídico tudo isto...mais situações, "alguém que não conhece a pessoa ou pouca confiança tem com outra, vai a casa da pessoa que acabou de conhecer sem ser convidada e começou a abrir todos os armários e a ver o que tem lá dentro"..."uma pessoa entra em casa de outra e diz-lhe "a senhora tem ali uma teia de aranha!"...
    Dava para ficarmos aqui o resto da noite, a contar as peripécias incrédulas, a que se assistem assim em terrinhas como esta! 
    Estas situações, estão relacionadas com a educação que tivemos e em sabermos sempre ocupar o nosso lugar!